terça-feira, 11 de maio de 2010

Nosso Deus é plural!


O grande foco dos ensinamentos da Nova Era é a felicidade individual. Cada um tem o direito de ser feliz. Aliás, quando se escuta os discursos de pessoas ligadas a esse pensamento, tem-se nítida impressão de que o homem moderno só tem direitos, e não está obrigado a nenhum dever. Tudo posso, nada me obriga! Do individualismo chegamos ao egocentrismo infantilizado e superficial.
É a religião do eu! Você é a sua felicidade. Você é o seu parâmetro! Pena que muitos queiram conjugar essa religião do eu com o cristianismo. São aqueles que se dizem cristãos do-meu-jeito. O processo começa com uma oração singular, em que a pessoa só pensa em si e se coloca como centro de sua oração. Aliás, se não tem nenhuma necessidade séria a pessoa nem vai a Igreja. Igreja é lugar de desesperados. Basta ver certas devoções pessoais em determinados dias do ano. Os santos das causas desesperadas são os mais procurados. Fazem-se longas filas. Cada um com seu pedidozinho para ser imediatamente atendido pelo santo, ou pela santa das causas impossíveis.
(...)
Nosso Deus é plural e comunitário. Nosso jeito de nos relacionar com Deus precisa ser plural e comunitário. Precisa ser familiar. Foi isso que Jesus explicitou quando nos ensinou a mais perfeita de todas as orações, plural até no nome: pai-nosso.
Jesus não ensinou a rezar o pai-meu. A família precisa ser uma escola na qual se ensinam a força e o poder da oração comunitária, plural e intercessora. Essa oração gera compromissos com a transformação do mundo, a começar do meu mundo. É na família que aprendemos o quanto precisamos um do outro.



 De Famílias Restauradas (Pe. Léo - Canção Nova)

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